No dia 24 de julho de 2026, os Estados Unidos ativaram uma nova rodada de tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 países, entre eles Brasil e Argentina. O Paraguai não está nessa lista. Enquanto dois de seus vizinhos e concorrentes diretos no mercado americano passam a pagar mais para vender lá, o Paraguai segue exatamente nas mesmas condições que tinha antes.

O que aconteceu, explicado de forma simples

A medida surgiu de investigações do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre trabalho forçado nas cadeias de produção de diferentes países. As 60 economias investigadas não conseguiram comprovar restrições efetivas contra essa prática, e passaram a ser alcançadas por tarifas adicionais. O Brasil, além disso, já vinha carregando sobretaxas anteriores de até 25% em alguns produtos, o que soma um golpe extra a essa nova tarifa. O ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, descreveu o vínculo comercial atual entre Paraguai e Estados Unidos como um dos melhores momentos dessa relação, e destacou que o país é, hoje, o único da região que não está absorvendo mudanças tarifárias.

A Janela Tarifária

É assim que chamamos esse tipo de vantagem: um período, não necessariamente eterno, em que um país fica mais bem posicionado do que seus concorrentes diretos por causa de uma decisão externa que não depende das próprias empresas. Não é uma vantagem estrutural nem permanente. É uma janela. E janelas, no comércio internacional, se abrem e se fecham com a mesma facilidade com que essa se abriu.

Enquanto durar, um exportador paraguaio compete com um custo relativo menor frente a um exportador brasileiro ou argentino do mesmo produto, vendendo para o mesmo comprador nos Estados Unidos.

Quem já pode aproveitar isso

O setor agroexportador é o primeiro a sentir esse tipo de diferença, com a carne bovina como exemplo direto: os Estados Unidos são um dos principais compradores de carne paraguaia, e qualquer diferença de custo frente à concorrência regional se traduz rápido em decisões de compra. Mas o efeito não fica restrito a esse setor: qualquer negócio paraguaio que exporte ou preste serviços a exportadores (logística, transporte, serviços profissionais) pode se beneficiar indiretamente de uma demanda que hoje olha para o Paraguai com mais interesse do que para seus vizinhos.

O problema é que uma vantagem competitiva que ninguém sabe que existe não serve de muito. Um comprador americano avaliando fornecedores precisa encontrar, entender e confiar na empresa paraguaia antes de conseguir aproveitar essa diferença de custo, e essa primeira etapa depende quase inteiramente de como essa empresa se apresenta online.

É assim que pensamos na KapeDev

Uma janela tarifária não se aproveita sozinha. Se aproveita estando visível, com informação clara para um comprador estrangeiro que está avaliando opções, no momento exato em que essa vantagem ainda existe. O negócio que investir em presença digital agora, enquanto a janela está aberta, capta uma parte dessa demanda que a concorrência regional, com custos mais altos, já não consegue oferecer nas mesmas condições.

Perguntas frequentes

Quanto tempo vai durar essa vantagem do Paraguai?

Não há um prazo definido: esse tipo de medida comercial pode ser revisado ou ajustado, então vale a pena aproveitar a janela enquanto ela estiver vigente, em vez de presumir que é permanente.

Isso beneficia só os grandes exportadores?

Não, também beneficia fornecedores de serviços e logística que trabalham com exportadores, e indiretamente toda a cadeia de valor conectada a esse comércio.

O que um exportador paraguaio precisa para captar essa oportunidade?

Presença digital clara e capaz de gerar confiança em um comprador estrangeiro: informação precisa sobre produtos, capacidade e forma de contato, em espanhol e, idealmente, também em inglês.

O seu negócio exporta ou presta serviços a exportadores e ainda não tem a presença digital para captar essa oportunidade? Fale com a gente e vamos ver juntos.

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