Aceitar cartão tem um custo, e nenhum dono de negócio gosta de pagar por isso. A boa notícia é que não é um custo arbitrário nem um mercado sem regras: no Paraguai, as comissões cobradas dos comércios por operações com cartão têm teto por lei, e há várias opções entre as quais escolher de acordo com o que o seu negócio precisa.
Não é um monopólio: há vários jogadores competindo
A Bancard é, historicamente, a processadora de cartões mais conhecida e com maior confiança entre os consumidores paraguaios, mas não é a única: a Pagopar (agora parte da uPay) revolucionou o acesso ao comércio eletrônico para as pequenas empresas, somando a possibilidade de gerar boletos para pagamento em dinheiro em redes de cobrança. A isso se somam integradores mais novos como Mango, ueno e outras carteiras digitais, cada um com comissões e condições diferentes. Além disso, a Lei N° 5476/15 dá ao Banco Central do Paraguai a faculdade de fixar tetos máximos para as comissões de intermediação cobradas dos comércios por operações com cartão —ou seja, há um limite regulado, não um preço livre que qualquer empresa possa fixar a seu bel-prazer.
As comissões reais, de acordo com cada opção
A Bancard costuma ter uma comissão mais baixa por transação, mas exige um custo de adesão e manutenção mensal, o que a torna mais conveniente para negócios com alto volume de vendas. A Pagopar, por outro lado, não tem um custo de entrada tão alto mas cobra comissões por venda mais elevadas —dependendo do plano, entre 2% e 7% mais IVA aproximadamente—, o que a torna uma opção mais acessível para começar, embora mais cara por transação à medida que o volume cresce. Os prazos de crédito do dinheiro também variam: algumas opções creditam em 48 a 72 horas úteis, enquanto o recebimento por transferência bancária direta continua sendo instantâneo, embora exija verificação manual de cada comprovante.
Para onde o mercado está indo
O Banco Central vem impulsionando a interoperabilidade entre bancos e carteiras digitais, de forma parecida com o sistema PIX do Brasil: a ideia é que um mesmo código QR possa ser pago a partir de qualquer banco ou carteira, não importa qual emitiu o código. Isso poderia, com o tempo, baixar os custos operacionais do sistema inteiro, incluindo as comissões que hoje os comércios pagam.
Como escolher a opção certa para o seu negócio
Se o seu negócio já tem um volume de vendas alto e estável, uma comissão mais baixa por transação (mesmo com custo fixo mensal) costuma convir mais no longo prazo. Se você está começando ou tem um volume mais variável, uma opção sem custo de entrada alto, mesmo com comissão mais alta por venda, pode ser o melhor ponto de partida. Muitos negócios paraguaios combinam várias opções: transferência e QR para o cliente que já os conhece, e um gateway de pagamento para quem compra pela primeira vez e precisa de mais confiança no processo.
É assim que pensamos na KapeDev
Não existe uma única resposta certa sobre qual gateway de pagamento usar —depende do volume, do tipo de cliente e de como funciona cada negócio em particular. Quando integramos meios de pagamento em um projeto, avaliamos junto com o cliente qual opção faz mais sentido para o seu caso concreto, em vez de recomendar sempre a mesma por costume.
Perguntas frequentes
As comissões de cartão no Paraguai são reguladas?
Sim, a Lei N° 5476/15 dá ao Banco Central a faculdade de fixar tetos máximos para as comissões de intermediação cobradas dos comércios.
Qual gateway de pagamento convém mais para um negócio que está começando?
Geralmente uma opção sem custo de adesão alto, mesmo com comissão por venda mais elevada, costuma ser mais acessível para começar sem um investimento inicial grande.
Posso aceitar transferência bancária em vez de gateway de pagamento para economizar na comissão?
Sim, é uma opção válida e sem comissão, embora exija verificar manualmente cada comprovante, o que não escala bem a partir de certo volume de vendas.
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